terça-feira, 30 de agosto de 2011

Departamento de zumbis e morcegos

Quando tudo começou para mim... 
Era tudo vivido a noite 
Parecia que o fosso do prédio 
Me puxava 
Me adormecia 
Era sonos de solidão sem causa 
Que não se cansavam em se perpetuar por parte da madrugada 
E me tomar todo o dia 
Acordava 
Comia 
Quando saía... 
O céu era preto 
Preto, Negro, Gris 
E vinha: o que eu fiz? 
Nada, nada... 
Como aquilo me deprimia 
Por mais notívago 
A existência do prazer noturno 
Ta em ver a passagem do dia 
Passagem da qual, eu não via 

Relógio Biológico de nórdico 
De pensar 6 meses viver essa loucura 
Tortura... 
Agora amanhece, tomo meu café, leio o jornal e caio na rua. 
Poesia de Buenos Aires está em ver a vida nas praças e nas ruas. 
Vira avenida 
Bate o sol que banha mas não queima 
No frio que não gela, mas só casaco segura a mazela 
Que bela, passagem do relógio ruge
E logo, vem a noite na cabidela

Boliches porteños, meu dia seguinte já se foi outra vez pra cela. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Empeza!

Faz 1 mês, e de imaginar que você era tão esperado, saiu melhor que encomenda. Viver um outro lado as raízes familiares que jamais poderia imaginar, descobrir na terra de minhas raízes paternas e poder descobri-la com a melhor amiga, são coisa que não pedi, talvez desejasse, mas pra acontecer...nem no melhor sonho. Muita sede ao pote, a aventura da vida trata de dar sinais que não é bem assim...pode ser intenso, mas tem que ser saudável desde do começo. As palavras faltam, mas o arroz saiu soltinho de primeira e definitivamente milanesas não substituem aquele bife acebolado. Perder 6 meses da infância da afilhada, ganhar 6 anos de auto conhecimento e mais 60 de viver o que sempre desejei. Foi sair do sistema, pra pensar, refletir, saber...pra conhecer o melhor de mim. Voltei a ler, quantas saudade eu tinha disso. Ler banalidades, ler pessoas, ler loucuras e me ler. Como é bom ler, como é bom processar, como é bom parar...comer, engasgar e vomitar definitivamente não é pra mim. Agora é esperar...serão 10 dias por trens,paisagens e uma festa provincial, que me parece ser muito longe daquela do café que esperávamos o ano todo pra ter. Ali a entrada é diferente, não vai pela Canastra, vai pelos Andes, não vai pelo cerradão, vai pelo deserto...deserto por mais rico que seja, tá muito longe da floresta tropical da biodiversidade que ando pisando...