Quando tudo começou para mim...
Era tudo vivido a noite
Parecia que o fosso do prédio
Me puxava
Me adormecia
Era sonos de solidão sem causa
Que não se cansavam em se perpetuar por parte da madrugada
E me tomar todo o dia
Acordava
Comia
Quando saía...
O céu era preto
Preto, Negro, Gris
E vinha: o que eu fiz?
Nada, nada...
Como aquilo me deprimia
Por mais notívago
A existência do prazer noturno
Ta em ver a passagem do dia
Passagem da qual, eu não via
Relógio Biológico de nórdico
De pensar 6 meses viver essa loucura
Tortura...
Agora amanhece, tomo meu café, leio o jornal e caio na rua.
Poesia de Buenos Aires está em ver a vida nas praças e nas ruas.
Vira avenida
Bate o sol que banha mas não queima
No frio que não gela, mas só casaco segura a mazela
Que bela, passagem do relógio ruge
E logo, vem a noite na cabidela
Boliches porteños, meu dia seguinte já se foi outra vez pra cela.
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